Publicado por: Edgar Rodrigues Donato | junho 15, 2007

Acelera coração

O Meu Coração Bate Mais Forte Quando Volto Para Casa!

 

Pr. Edgar Rodrigues Donato

Estou casado há mais de doze anos. Vivo um dos melhores períodos da minha vida. Considero a missão de marido e pai, privilégios incomparáveis. Gosto muito do meu trabalho. Como pastor, passo várias horas por dia no escritório, reuniões, trânsito, aconselhamentos, visitas… Entretanto, há um imã no lar que me atrai diariamente. Quando percebo que estou perdendo um tempo interminável com reuniões, trânsito, computador, fico pensando seriamente, como seria mais agradável e proveitoso estar com os queridos em casa.

Tenho atualmente três filhos: Lucas (10 anos), Laís (7) e Henrique (6). Ao estacionar em frente de casa todos os dias, até o pequenino conhece o ronco do motor. Ainda na garagem, ouço os gritos de alegria:

– É o papai! O papai chegou! Grita o travesso Lucas.

Como de hábito, a Sandra abre a porta do corredor e os três vêm alegremente ao meu encontro. Antes mesmo que eu tenha tempo de colocar a maleta no chão, agarram minhas pernas com tanta força que, imediatamente, vou agachando e assim recebo os abraços de cada um.

Nesses momentos diários, demonstramos nosso amor em todos os sentidos: visão, tato, audição, paladar e olfato. Sabe, é simplesmente inexplicável o contato daqueles rostinhos junto ao meu. Como é gratificante! Trocamos carinhos, dou fungadas naqueles pescocinhos, barriguinhas… isso é indubitavelmente melhor do que ganhar muito dinheiro, ou ter altas posições!

Assim que vou me ajeitando, vejo minha querida Sandra com um sorriso iluminado à espera do beijo de chegada. Sinto-me o mais feliz dos mortais (para não dizer dos imortais). São situações assim que me fazem recordar das palavras do Pr. Allan Cuthbert: “Lá fora, para o mundo, o ponto mais alto do casamento é a lua de mel, depois, se inicia o processo de decadência. Estou casado há mais de 25 anos, e quanto mais o tempo passa, mais amo minha esposa.”

A experiência dele é real e também ocorre comigo, pois à medida que o tempo passa, e conheço a Sandra, mais a amo. Ela e meus filhos são a minha segunda paixão. A primeira (você já adivinhou), é o doador da vida. Na Palavra de Deus, o amor à esposa é sobremodo exaltado. Na verdade, se examinarmos bem as Escrituras constataremos dois tipos de embriagues permitidos:

1. Ao invés de embebedarmo-nos com vinho, a ordem é: “enchei-vos do Espírito”. Efésios 5:18.

2. Ao invés de “bebericarmos” a mulher alheia, lembremo-nos da advertência salomônica: “alegra-te com a mulher da tua mocidade (esposa)… saciem-te os seus seios em todo tempo, e embriaga-te sempre com suas carícias”.Provérbios 5:18-19.

Eis aí, portanto dois vícios por assim dizer, permitidos: prazer, alegria nas coisas de Deus e deleitar-se com a mulher amada!

Recentemente ao falar para um grupo de casais, alertei as mulheres que não precisam trabalhar fora, para receberem bem os seus queridos. Mencionei naquela oportunidade, o descuido de algumas, o jeito como acordam, o fato de não se pentearem, não cuidarem de suas vestes, passando o dia trajando roupas surradas. Infelizmente, há mulheres que têm por hábito concentrarem-se apenas na faxina, nas roupas por lavar, nas refeições por preparar; ficando tão absortas nos deveres do lar, que acabam se descuidando, esquecendo-se de si mesmas.

Assim sendo, ao final do dia estão obviamente exaustas, suadas, mal-humoradas, queixosas… Ao cair da tarde, os maridos voltam para suas casas e é uma tentação passarem na frente de um bar, onde há distrações, mulheres bonitas, até mesmo nos cartazes das propagandas de cervejas. A mente do sujeito divaga , coloca-o numa encruzilhada, e ele começa a pensar com seus botões: – como estará o clima em casa…? E SUCUMBE – VOU DAR UM TEMPO ALI!

Mediante a tal situação tão rotineira e real cabe aqui uma reflexão: o namoro no matrimônio não pode acabar e nem deve se limitar apenas ao período que antecede ao casamento. Não podemos deixar de conquistar um ao outro por meio de elogios, declarações de amor, como também demonstrações verdadeiras de que o companheiro (a), é muito precioso (a).

É por tudo isso que o meu coração bate mais FORTE, quando eu estou voltando para casa. Provérbios 27:8 diz: “O homem que fica muito longe de seu lar é como um pássaro que voa perdido, longe de seu ninho”. Quando não há compromisso de pertencimento, de conexão com o ninho, corre-se o grave e irremediável risco de viver sem âncoras a mercê dos ventos da perdição e dos descaminhos.

Não deixe, não permita que isso aconteça com você!


Responses

  1. Pr. Edgar!!!!!!

    Seja muito bem-vindo à blogosfera. Com apenas um post já posso dizer que seu blog está demais, e não é (só) puxação de saco não… =D
    Alias, ótimo texto! Muito bem escrito como sempre, parabéns. Tenho certeza que esse pequeno espaço será uma benção na minha vida e na de quem mais visitar aqui.

    Olha, quero muito que você pregue aqui em piraporinha um domingo desses! 🙂

    Suuuuper abraço!!!


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